Desenho como rastro

Conjunto de trabalhos no qual investigo o desenho como rastro, com a atenção voltada para os transbordamentos possíveis desta linguagem. Nos projetos dessa ordem, o desenho que se apresenta é uma derivação do ato de desenhar. Assim, procuro destacar o desenho que está no resíduo da ação convencional de desenhar. Através de um olhar lançado para os materiais, as sobras, as marcas e desdobramentos do processo em desenho, procuro evidenciar o desenho como rastro de uma ação que o antecede.

"Nos Ensaios Visuais, a artista gaúcha Claudia Hamerski nos oferece O desenho na borda. Seu processo, inicialmente concentrado no desenho, ali desdobra uma nova amplitude poética, abraçando uma interrogação artística que vai além da exploração expressiva ou formal da superfície. O reconhecimento da borda do suporte como um limite intransponível do pictórico, ou como o que tradicionalmente define a essência do disegno, leva a artista a superar o entrave formal e a precipitar-se para além de sua borda: na materialidade dos resíduos, na potência da escolha conceitual, na descoberta de um espaço vital que está para além do espaço pictórico. Assim, à margem do desenho é que outro tipo de ação artística se dinamiza, explorando objetos físicos e situações instalativas. Voltar, depois da exploração, precisamente para o ponto de início é também, nesse sentido, enfrentar-se com as próprias ideias que movem a arte muito antes de sua corporificação em um suporte ou outro. É, portanto, reconhecê-la como algo pensante, mental."

Guilherme Mautone, maio 2021. Revista Philia.

Periferia | Aproximadamente 180 X 180 cm | Desenho instalação 
Bordas de desenhos coletadas de 2015 a 2020 | 2020

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Eco | 200 x 76 cm | Desenho de lápis crayon sobre papel e base de madeira | 2019

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Improvisações | medidas variáveis | Desenho  sobre papel | 2016 - 2019

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